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terça-feira, 16 de setembro de 2014

contra versos de mel


controvérsias
contra as conversas
as nossas

como se as palavras, divididas em sílabas se devorassem

protelar
pro meu lar
protestos no ar
os meus

como se os gritos, em notas soltas, agudas ou graves, se ultrapassassem

as minhas frases, a minha voz, o meu canto e desencanto
preenchimento dos meus dias
salpicados por ti,
agora que chegaste com um sorriso delicioso,
um toque como uma agulha, de acupunctura, que me cura e desperta
chegaste e fizeste-me sorrir

não sei se quero, se posso, se devo!...
mas o mel que envolve esta controvérsia, que protela a minha acção,
escorre na minha pele como uma carícia 
que me penetra o coração
gosto!


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Liberto-te [?]



Inspiro convictamente e no ar, que por momentos guardo só para mim num fôlego preso, liberto alguma da tensão contida sob a minha pele


Arrepio-me e sustenho o ritmo do meu coração, porque quero ouvi-lo, quero dar-lhe um espaço sem sufoco para que se expresse


Encerro a captação de imagens, para que só as que pululam os pensamentos possam ser referência desta pausa, deste interregno de ser, do ser


E vejo-te… e revejo-me… e há mais… há linhas e fios que se enrolam em nós, entre nós, que nos prendem e nos separam…


Quero superar-me e deslizar entre esse emaranhado de nós, por nós…   e quero sentir-te na pele, a agarrar-me… num laço…mas...


Expiro, livre, liberto-te… 


Não há mais fios, nem nós, nem emaranhados… apenas o querer, tão somente o que se quiser

[desejos sonhados